Elenco mescla a juventude de promessas com a experiência de líderes, como Ricardo Oliveira Fonte: Bruno Cantini/Atlético-MG

Um grupo sem estrelas, com média de idade baixa e com potencial para crescer. A nova filosofia do Atlético de gerenciar o futebol aos poucos vem sendo implantada pela diretoria eleita em dezembro, e comandada pelo presidente Sérgio Sette Câmara, com objetivo de colher os resultados a médio e longo prazo. Desde então, a prioridade é por atletas que não sejam caros e que possam ser úteis ao time titular. Com as saídas do zagueiro Felipe Santana (rescindiu o vínculo) e do atacante Hyuri (emprestado ao Ceará), o clube consegue economizar em salários, rejuvenesce o grupo e diminui as opções tidas como cartas fora do baralho no atual grupo.

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Desta forma, o técnico Thiago Larghi gradativamente trabalhará somente com os atletas que estão nos planos para todos os jogos da Copa do Brasil, Brasileiro e Copa Sul-Americana. A diretoria ainda tenta negociar o volante Roger Bernardo, que chegou em julho do ano passado e ainda não jogou em 2018. Ele é praticamente o único atleta do grupo que dificilmente terá espaço – em sua posição, há Adílson, Arouca, Yago, Gustavo Blanco, Elias, Matheus Galdezani e Lucas Cândido.

Com as saídas de Felipe Santana e Hyuri, o valor extraoficial de salários que o Galo economiza até dezembro é de cerca de R$ 4 milhões. No início do ano, o clube abriu mão de Robinho e Fred, que geravam gastos de R$ 2 milhões mensais na temporada passada. Depois deles, outros atletas caros deixaram o clube de forma definitiva: Rafael Moura, Marlone e Valdívia.

Ao mesmo tempo que alguns jogadores saíram de cena, outros ganharam espaço, como o volante Gustavo Blanco, que barrou o experiente Elias nos 2 a 1 sobre o Vitória. O volante de 23 anos é exatamente o exemplo que a diretoria tem buscado: uma peça versátil, jovem e com potencial de evolução. Ele será titular alvinegro pelo terceiro jogo consecutivo, desta vez diante do atual campeão brasileiro, Corinthians, domingo, às 16h, no Independência, pelo Campeonato Brasileiro.

Mesmo sendo concorrente de Elias, Blanco revela que admira muito o jogador: “Desde o início do ano meu objetivo era jogar com frequência, fazer uma sombra ao Elias. Muitas vezes, ficava chateado por não jogar, mas tinha que respeitar, porque era o Elias, um craque na função. Quando você é reserva de um jogador ruim fica complicado. Mas, em relação ao Elias, é mais tranquilo”.

Substituto do capitão Leonardo Silva nos últimos jogos, o zagueiro Bremer sabe que é preciso manter o nível para não ser esquecido no grupo. “É preciso trabalhar muito, como se não estivesse jogando. E desde o início, eu vinha me dedicando nos treinos. Mas quero mais ainda. É sempre bom pegar sequência para ganhar confiança”.

Nesta nova filosofia, a comissão técnica vem tentando lançar os jovens que recentemente subiram do time júnior, como o atacante Alerrandro, elogiado no empate por 2 a 2 com o Ferroviário. No grupo, há o armador Bruninho, testado apenas em alguns jogos do Campeonato Mineiro, e o atacante Marquinhos, que ainda não jogou. Segundo o técnico interino Thiago Larghi, “todos eles estão sendo observados. Sempre que for possível e com mérito e empenho, eles vão conquistando o espaço, porque merecem”.

MUDANÇA DE PATAMAR

2017

Média de idade: 26,8

Número de jogadores: 32

Estimativa de folha salarial: em torno de R$ 10,2 milhões

2018

Média de idade: 25,4 anos

Número de jogadores: 29

Estimativa de folha salarial: cerca de R$ 7,5 milhões

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