Meia persegue gol na Libertadores, mas diz que acha difícil atuar quando é improvisado no ataque Fonte: Alexandre Guzanshe/E.M/D.A.Press

Nos jogos do Cruzeiro em que o técnico Mano Menezes abriu mão de escalar um atacante de ofício, Thiago Neves e Arrascaeta precisaram revezar na função de referência no setor ofensivo. O camisa 30, contudo, não se mostrou adaptado à posição. Sincero, ele respondeu que sente dificuldades em atuar de costas para as defesas adversárias e mostrou preferência pelo meio-campo no duelo contra a Universidad de Chile, às 19h15 (de Brasília) desta quinta-feira, no Mineirão, pela quarta rodada do Grupo 5 da Copa Libertadores.

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“Dificulta, porque não sou de jogar de costas, não gosto, prefiro vir de trás, organizando junto com Henrique, com Lucas (Silva), Ariel, Robinho. Gosto de tocar na bola o tempo inteiro, organizando o time. Quando vou à frente, é um pouco complicado, mas a gente vai, porque infelizmente um ou outro não está bem, o Mano prefere eu e o Arrascaeta. No ano passado em alguns jogos deu certo, alguns jogos deu errado também, mas o importante é estar dentro.  Ali dentro de campo a gente se resolve, acha o posicionamento certo. Espero que na quinta-feira, independentemente da formação, dos jogadores que ele colocar, a gente consiga só jogar bem e conseguir essa vitória, que é importante”.

O curioso é que Thiago Neves é o artilheiro cruzeirense desde que foi contratado ao Al Jazira-EAU, em janeiro de 2017. Dos 142 gols anotados pela Raposa (112 no ano passado e 30 em 2018), o meia foi o autor de 22 – marcou a maioria na condição de armador. Em seguida vêm Rafael Sobis (19), Arrascaeta (17), Ábila (14) e Robinho (12). Na lista completa no fim da matéria há 24 jogadores celestes e cinco adversários que fizeram contra.

Nesta quinta, o Cruzeiro precisa vencer a La U por dois gols de diferença para assumir a vice-liderança do Grupo 5 da Libertadores. Terceira colocada, a equipe de Mano Menezes somou apenas dois pontos até aqui, três a menos que os chilenos, que têm cinco e estão em segundo lugar. A liderança é do Racing, com sete. Já o lanterna Vasco soma apenas um.

Jejum na Libertadores

Com a condição de goleador do elenco em 2018 ao lado de Rafinha e Arrascaeta (cinco gols cada), Thiago Neves quer encerrar um jejum de quase 10 anos sem balançar a rede pela Libertadores. Em 2 de julho de 2008, o então camisa 10 do Fluminense marcou os três gols da vitória por 3 a 1 sobre a LDU, no Maracanã, pelo jogo de volta da final. Como havia perdido no Equador por 4 a 2, o Tricolor levou a decisão para os pênaltis e acabou derrotado por 3 a 1. Herói no tempo normal, Neves desperdiçou sua cobrança, assim como Conca e Washington.

“Não, Deus me livre. Quinta-feira vai acabar, já tem tempo que não marco. Falei que na quinta-feira vai acabar, o Cruzeiro vai fazer gol, vai fazer boa partida, vai ganhar esse jogo. A gente precisa para nós jogadores, para a torcida, para a diretoria, para todo mundo.”

Na edição de 2008, Thiago Neves fez 13 partidas pelo Fluminense e marcou sete gols. Ele viria a participar das Libertadores de 2012 (9 jogos) e 2013 (6 jogos) pelo time carioca, mas sem balançar a rede. No Cruzeiro, o meia quer superar as frustrações anteriores e levantar a taça. Para isso, a equipe precisará começar a reagir ante a La U.

“Quero ganhar, sempre fui competitivo e entro para ser campeão, e a Libertadores todo mundo quer ganhar. Mas quero ganhar, entrar para a história do Cruzeiro, ainda mais, a gente montou time para isso, mas antes de falar em título, em gols, tem que fazer o dever de casa na quinta-feira, é isso que vale.”

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